quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sermos atendidos com Excelência faz mesmo a diferença?

Hoje ao ler o jornal e abrir o caderno "Cotidiano", estava lá, na última página, uma matéria escrita por Marcelo Coelho, sobre o modo como são vistas a Felicidade e a Infelicidade pelas pessoas como fatos isolados, e que praticamente nenhum ser humano saiba que está dentro de cada um de nós. 
O exemplo dado por Coelho à matéria foi um caso de um atendimento de total e significativa Excelência, na qual um simples atendente de estacionamento, quando o vira pela primeira vez, abriu um enorme sorriso, parecendo que já o conhecia a muito tempo. Realmente, a empatia é o princípio do atendimento com Excelência.
Apesar disso, estamos tão desacostumados a ser bem atendidos, que via de regra, quando esse fato acontece, ficamos "chocados". Coelho ainda faz uma análise mais profunda do responsável pela guarita do local: "Não parecia drogado nem sofrer de nenhuma doença de percepção. Não havia, tampouco, nenhuma sombra de interesse monetário ou sexual no modo como me encarava". Quando somos atendidos por alguém que é Feliz em sua essência, a pessoa se passa por drogada, louca, gananciosa ou tem algum interesse em sexual. E com muita freqüencia, esta é a uma análise que todos nós fazemos, inconscientemente ou não, das pessoas que nos atendem de forma cordial e prazerosa. Nos assustamos quando somos muito bem tratados por alguém que não nos deixa a sensação de estarmos levando "murros" com as inúmeras perguntas sobre nossos dados pessoais, como CIC, RG, endereços, telefones para contato.
O conformismo com o bom ou o mau atendimento tende a se diluir a partir do momento que os seres humanos tentarem se compreender um pouco melhor e esbanjar através da empatia a nossa intenção e desejo de sermos realmente SEMPRE, sem excessão, tratados como merecemos ser, ou seja, muito além do BEM!!
E como colocado por Coelho: "Ao contrário do ser humano adulto, o homem do estacionamento parecia estar com a vida nova em folha". A concordância de que os adultos perdem a espontaneidade, a descontração e a alegria é fato, pois segundo Eckhart Tolle, escritor do livro "O despertar de uma nova consciência", nós representamos o papel universal do adulto, onde predomina a visão de que devemos levar a nossa vida com mais seriedade. Ou seja, a Felicidade é um papel que as pessoas representam e, assumir para si próprios que estão Infelizes é uma situação praticamente nula. Isso quando não temos a total capacidade de culparmos os outros por tal Infelicidade.

E essa é a indignação de Coelho, assim como deveria ser a de todos nós. Mas aquele colaborador apenas fora cortês e simpático?? E você, quantos sorrisos sinceros, singelos e Felizes deu hoje, atendendo alguém com cortesia e simpatia?? Muito mais do que isso, este colaborador tem a verdadeira consciência de que ser calmo, afetuoso e literalmente feliz, faz todos nós conseguirmos fazer deste mundo, um mundo melhor, onde sermos atendidos com Excelência não fará mais a diferença, já estando implícita em nossas atitudes, por fazer parte da natureza humana de forma inspiradora, descobrindo nossa verdadeira essência. 
Deixo aqui minha humilde homenagem a Marcelo Coelho, que com poucas palavras, conseguiu passar ótimo exemplos para deixarmos de culpar quaisquer coisas que possam existir, pela nossa Felicidade ou Infelicidade. 

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